"a educação ambiental assume cada vez mais a função política e transformadora, na qual a participação e a co-responsabilização dos indivíduos tornam-se alvos centrais para fomentar um novo tipo de racionalidade e um novo modelo de desenvolvimento" ANGÉLICA GÓIS MORALES

Professora Karyne Ap. Mioduski Rodrigues - karynepg@gmail.com





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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Apesar da fama do Lixo que não é Lixo, Curitiba recicla apenas 5,7% do que é coletado

Apesar da fama do Lixo que não é Lixo, Curitiba recicla apenas 5,7% do que é coletado

 Curitiba, que ganhou fama internacional pelo programa Lixo que não é Lixo, atualmente destina apenas 5,7% dos resíduos coletados para reciclagem, e não consegue tirar muito proveito deles. Do total que vai para reciclagem, apenas 57,32% são efetivamente reaproveitados. Os dados fazem parte de um relatório técnico produzido na UTFPR para avaliar o desempenho da cidade em relação à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), em vigor desde 2010.(...)

Reciclagem

A quantidade de lixo reciclado é muito baixa em relação ao total, mas acima da média

Em % do total

EM CURITIBA


Reaproveitamento

Do pouco que vai para a reciclagem, uma pequena parte é de fato reaproveitado

% de reaproveitamento em relação ao total reciclado

EM CURITIBA

Fonte: Relatório técnico de avaliação da política municipal de gestão de resíduos de Curitiba. Infografia: Gazeta do Povo.

Lixo dá vida a animais gigantes nas mãos de artista português Artur Bordalo transforma as ruas de Lisboa, em Portugal, com esculturas imensas feitas de materiais como latas vazias, pedaços de ferro e móveis velhos

Lixo dá vida a animais gigantes nas mãos de artista português

Artur Bordalo transforma as ruas de Lisboa, em Portugal, com esculturas imensas feitas de materiais como latas vazias, pedaços de ferro e móveis velhos

 Pneus velhos, latas vazias, sofás rasgados, pedaços de ferro e madeira e aparelhos abandonados são alguns dos materiais que o artista de rua português Artur Bordalo usa para criar suas esculturas urbanas. Além de uma forma de reaproveitamento, suas obras são verdadeiras  críticas ao consumo desenfreado.

  fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/haus/estilo-cultura/lixo-vira-obra-de-arte-urbana-nas-maos-de-artista-portugues/

Tribunal de Contas suspende licitação de aterro em Ponta Grossa

Tribunal de Contas suspende licitação de aterro em Ponta Grossa

A própria prefeitura, no entanto, já havia cancelado o processo no mês passado. O pedido de suspensão foi feito ao TCE pela empresa Ponta Grossa Ambiental (PGA)

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu nesta quinta-feira (3) a licitação para as obras de ampliação do aterro público de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A própria prefeitura, no entanto, já havia cancelado o processo no mês passado. O pedido de suspensão foi feito ao TCE pela empresa Ponta Grossa Ambiental (PGA). A empresa é, ao mesmo tempo, concorrente no processo de licitação e concessionária da operação do aterro atual, cuja capacidade de recebimento do lixo doméstico da cidade se encerra até dezembro deste ano.
O diretor da PGA, Marcus Borsato, informou que inicialmente fez um pedido de impugnação do edital à prefeitura, porém, não teve resposta e apelou ao TCE. Três erros processuais justificaram a suspensão liminar da licitação: ofensa ao princípio de publicidade (devido à permissão de visita técnica fora do prazo), exigência de comprovação de qualificação técnica para serviços de drenagem (que representam apenas 10% da execução da obra) e, por fim, exigência de liquidez e endividamento da empresa concorrente, o que não é comum em licitações semelhantes.
A prefeitura não se manifestou sobre a decisão do TCE e a assessoria de comunicação não soube informar porque a licitação foi cancelada pela própria prefeitura em fevereiro. Conforme Borsato, no entanto, a intenção é de que a ampliação ocorra ainda neste ano devido ao esgotamento do atual aterro. Ele acrescenta que a empresa pediu à prefeitura uma discussão mais ampla sobre o projeto de engenharia que embasou a confecção do edital de ampliação.
Paralelo à discussão da ampliação do atual aterro público, um projeto da prefeitura discute a criação de uma usina de biomassa avaliada em R$ 25 milhões para entrar em funcionamento no ano que vem. O resíduo seria transformado em gás e energia elétrica. A proposta, no entanto, esbarrou na Câmara Municipal e ainda não há um parecer definitivo. 
Fonte https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/tribunal-de-contas-suspende-licitacao-de-aterro-em-ponta-grossa-de6z5gs2twyg916jo84w0pkcu
 

segunda-feira, 4 de junho de 2018


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domingo, 13 de maio de 2018

1º ano Ensino Médio Tectônica de Placas

Fonte:  https://pleno.news/mundo/a-africa-se-dividira-saiba-o-que-causa-da-fenda-no-quenia.html#!

A África se dividirá? Saiba o que causa a fenda no Quênia

Uma imensa rachadura de milhares de quilômetros deve 
separar o continente
 
Uma imensa rachadura no solo do Quênia, na África, tem acendido um alerta nos geólogos nas duas últimas semanas. O Vale da Grande Fenda, no oeste do país, expandiu consideravelmente desde o dia 19.
A rachadura se estendeu por 3 mil quilômetros e praticamente “engoliu” uma estrada próxima ao vilarejo de Mai Mahiu. Segundo projeções da Universidade de Londres, no Reino Unido, a fenda pode sim dividir o continente em duas partes e separar o Chifre da África.
A Nasa fez uma projeção de como a África ficaria se a rachadura continuar se expandindo.
A Nasa projetou a separação do Chifre da África Foto: Nasa
Mas o que causa esta divisão? De acordo com um documento publicado pela pesquisadora Lucia Perez Dias, da Universidade de Londres, a fenda é uma consequência do movimento de placas tectônicas.
– As fendas são o estágio inicial da ruptura continental que, caso seja bem sucedida, formará um novo oceano. O sistema da Fenda Africana Oriental é um exemplo de onde isso está acontecendo agora – diz o documento.
No dia 19, uma tempestade unida a uma série de tremores de terra fez com que o Vale adentrasse ainda mais no solo. O movimento das placas também faz com que o magma (lava que está no subsolo da crosta terrestre) suba e enfraqueça ainda mais a terra.
A largura da rachadura subiu para 15 metros e a profundidade é de A fenda vai do Golfo de Áden até o Zimbábue.
Responder no Caderno
1) Qual é ação geológica que está ocorrendo no continente Africano?
2) Essa ação geológica ocorre apenas no continente Africano?
3) Qual é a região africana que vai se desconectar da grande massa continental Africana?

quinta-feira, 3 de maio de 2018

O outro lado dos problemas

Os problemas e desafios do Brasil passam por duas pontas

"Há quase um ano, a população do Distrito Federal sofre racionamento de água potável. A inauguração de um novo reservatório passa agora a sensação de fornecimento abundante pelos próximos 30 anos. Mas as mudanças climáticas podem deixar o novo açude vazio por falta de chuva; a falta de saneamento pode contaminar a água; e o aumento do consumo per capita, aliado ao aumento da população, pode provocar escassez, mesmo com maior oferta. A perenidade na disponibilidade depende também da educação do consumidor, para que ele entenda a dimensão planetária da crise hídrica e pratique um padrão austero de consumo. O problema da água tem duas pontas: hídrica e educacional."

"Hoje temos o 8º PIB do mundo, mas por falta de educação a produtividade é baixa e estamos no 81.º lugar na renda per capita e temos a 10ª. pior concentração de renda"

"Há 30 anos Darcy Ribeiro dizia: “ou fazemos escolas hoje ou teremos de fazer cadeias amanhã”. Só por meio da educação para todos será possível oferecer a mesma oportunidade a cada brasileiro, sem necessidade de artifícios de sobrevivência fora da lei. A corrupção, que é praticada por doutores instruídos, precisa ser combatida com o fim do foro privilegiado e da impunidade para eleitos, mas o mundo mostra que a corrupção cai substancialmente nos países onde todos os eleitores têm acesso à boa educação." 

reportagem completa :http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-outro-lado-dos-problemas-10gpo3nq80bwoo4cm8svw80qi 

Questões para pensar:

 O que falta para unir as duas pontas desse problema no Brasil?

Qual é o meu papel como cidadão para melhorar essa ligação (educação e produção)?

 

Brasil usará dinheiro do trabalhador para cobrir calote da Venezuela

Dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) será usado para cobrir o calote dos governos da Venezuela e Moçambique junto ao BNDES. Ministro comemorou o que chamou de ‘vitória’ do governo

"O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, comemorou nesta quinta-feira (3) a “vitória” obtida pelo governo na quarta (2), quando o Congresso Nacional aprovou a abertura de um crédito de R$ 1,164 bilhão para cobrir o calote dos governos da Venezuela e de Moçambique junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao Credit Suisse." 

"a Força Sindical considerou “absurda” a aprovação do uso de dinheiro do FAT para cobrir o calote e exigiu que o presidente Michel Temer vete a medida. “Este dinheiro, oriundo do conjunto dos trabalhadores brasileiros, será retirado do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), no programa seguro-desemprego. É preciso sensibilidade social por parte do atual ocupante do Palácio do Planalto no sentido de vetar esta matéria perversa”, afirmou a Força."

Reportagem completa "http://www.gazetadopovo.com.br/politica/republica/brasil-usara-dinheiro-do-trabalhador-para-cobrir-calote-da-venezuela-9eihiv9akld8hauga0y5rjut6"

Questões para refletir o seu papel como cidadão e estar preparado para o Vestibular: 

O que significa para o Brasil o BNDES?

Qual é o papel econômico e político do BNDES?

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Monopoly: como jogo inventado para denunciar os males do capitalismo teve efeito oposto

3 ano A - Atividade de leitura para 26/02/2018.

Monopoly: como jogo inventado para denunciar os males do
 capitalismo teve efeito oposto
Kate Raworth* BBC Capital

    29 agosto 2017
 

Image caption Monopoly é um jogo conhecido mundialmente - mas não sua criadora

"Compre terra - já não se fabrica mais", disse certa vez Mark Twain. É uma máxima que certamente pode ser aplicada em uma partida do Monopoly, o bem-sucedido jogo de tabuleiro que ensinou gerações de crianças a comprar propriedades, enchê-las de hotéis e cobrar aluguéis astronômicos de outros jogadores pelo privilégio de passar por ali por acidente.

No Brasil, o jogo começou a ser vendido em 1944 com o nome de Banco Imobiliário pela Estrela, em parceria com a Hasbro, dona do jogo. As duas empresas encerraram a parceria, e a Estrela lançou uma nova versão do jogo, "abrasileirando-o", enquanto a Hasbro decidiu vendê-lo no país com o nome Monopoly.

A criadora pouca conhecida do jogo, Elizabeth Magie, sem dúvidas ficaria chateada se tivesse vivido o suficiente para descobrir quão influente a visão distorcida de seu jogo se tornou. Por quê? Porque encoraja os jogadores a celebrar os valores exatamente opostos aos que ela pretendia defender.

Nascida em 1866, Magie era uma rebelde que falava abertamente contra as normas e as políticas de seu tempo. Ela era uma mulher não casada aos 40 anos, independente e orgulhosa disso, e expôs seu ponto de vista com um truque publicitário.

Em um anúncio de jornal, ela se ofereceu como "uma jovem escrava americana" a ser comprada pela maior proposta. Seu objetivo, afirmou aos leitores em choque, era escancarar a posição de subordinação das mulheres na sociedade. "Nós não somos máquinas", disse ela. "Meninas têm cérebros, desejos, esperanças e ambição."

“Image caption Com seu jogo de tabuleiro, Magie queria fazer uma crítica ao sistema capitalista de posse de propriedades”

Além de confrontar políticas de gênero, Magie decidiu encarar o sistema capitalista de posse de propriedades - desta vez não por meio de um truque publicitário, mas na forma de um jogo de tabuleiro.

A inspiração surgiu com um livro que seu pai, o político antimonopólio James Magie, havia lhe dado. Nas páginas do clássico de Henry George, Progresso e Pobreza (1879), ela encontrou a convicção de que "o direito igual de todos os homens ao uso da terra é tão claro como seu direito a respirar o ar - é um direito proclamado pelo fato de sua existência".

Ao viajar pelos Estados Unidos em 1870, George assistiu a destituições constantes de terra em meio a uma riqueza crescente, e ele acreditava que isso ocorria devido à desigualdade da posse de terras que unia essas duas forças - pobreza e progresso - juntas.

Então, em vez de seguir Twain e encorajar outros cidadãos a comprar terras, ele pediu ao governo para taxá-las. Com base em quê? Ele partiu da ideia de que boa parte do valor de um lote não vem do que está construído ali, mas do que a natureza pode oferecer em termos de água ou minerais que podem estar abaixo da terra ou do valor criado devido aos seus arredores, como estradas e trilhos próximos, uma economia em expansão, um bairro seguro, boas escolas e hospitais locais.

E argumentou que o dinheiro das taxas deveria ser investido para o bem de todos.

Determinada a provar o mérito da proposta de George, Magie inventou e patenteou em 1904 o que ela chamou de Landlord's Game ("Jogo do Proprietário", em português). Em um tabuleiro em forma de pista (uma novidade na época), várias ruas e monumentos eram colocados à venda. A inovação chave de seu jogo, porém, estava em duas regras que ela escreveu.

Sob o conjunto de regras "Prosperidade", cada jogador ganhava toda vez que alguém adquiria uma nova propriedade (com o objetivo de refletir a política de George de taxar o valor da terra), e o jogo era ganho (por todos!) quando o jogador que começou com menos dinheiro dobrasse a quantia.

Sob o conjunto de regras "Monopolista", era o contrário, os jogadores deviam comprar propriedades e coletar aluguel de todos que fossem azarados o suficiente para pousar ali - e quem quer que conseguisse levar o resto à falência virava o único vencedor (parece um pouco familiar?).

“Image caption As alternativas de regras do Monopoly pretendiam mostrar aos jogadores como diferentes abordagem em relação a propriedade levavam a resultados sociais diferentes”

O objetivo de ter dois conjuntos diferentes de regras, dizia Magie, era fazer os jogadores experimentarem uma "demonstração prática do sistema atual de tomada de terras com todos os seus resultados e consequências" e talvez entender como diferentes abordagens em relação a posse de propriedade poderiam levar a resultados sociais tão diferentes.

"Pode muito bem ser chamado 'O Jogo da Vida'", afirmou Magie, "já que tem todos os elementos de sucesso e fracasso do mundo real, e o objeto é o mesmo que a raça humana em geral parece ter, a acumulação de riqueza".

O jogo logo se tornou um sucesso entre intelectuais de esquerda em centros universitários da Faculdade de Wharton, Harvard e Columbia e também entre comunidades Quaker, nas quais algumas regras foram mudadas e os nomes trocados por ruas de Atlantic City.

Entre os jogadores dessa adaptação Quaker estava um homem desempregado chamado Charles Darrow, que depois vendeu a versão modificada do jogo à empresa Parker Brothers como se fosse a sua criação.

Quando a verdadeira origem do jogo veio à tona, a Parker Brothers comprou a patente de Magie e relançou o jogo de tabuleiro com o nome Monopoly com um único conjunto de regras: o que celebra o triunfo de um sobre todos.

Pior do que isso, eles venderam o jogo afirmando que o inventor era Darrow, dizendo que ele havia sonhado com o jogo nos anos 1930, vendido-o à empresa e se tornado um milionário. A mentira ironicamente exemplificava os valores implícitos do Monopoly: persiga a riqueza e destrua seus oponentes se você quer sair por cima.

Então, na próxima vez que você for convidado a jogar Monopoly, eis uma ideia. Ao separar as cartas de sorte e as de cofre, faça uma terceira pilha para impostos sobre terras, para a qual todo proprietário de terra deve contribuir toda vez que cobrar aluguel de outro jogador.

Quão alta essa taxa deve ser? E como esse dinheiro deveria ser distribuído? Essas questões sem dúvidas levarão a um debate incendiário em torno do tabuleiro - mas era exatamente isso o que Magie sempre esperou que sua criação provocasse.

*Kate Raworth é uma pesquisadora visitante do Instituto de Mudança Climática da Universidade de Oxford e associada ao Instituto de Sustentabilidade e Liderança de Cambridge. Ela é a autora do livro "Doughnut Economics: Seven Ways to Think Like a 21st-Century Economist" ("Economias de Donuts: Sete Formas de Pensar como um Economista do Século 21", em tradução livre). Este artigo foi publicado originalmente na Aeon e republicado sob a licença de Creative Commons.