"a educação ambiental assume cada vez mais a função política e transformadora, na qual a participação e a co-responsabilização dos indivíduos tornam-se alvos centrais para fomentar um novo tipo de racionalidade e um novo modelo de desenvolvimento" ANGÉLICA GÓIS MORALES

Professora Karyne Ap. Mioduski Rodrigues - karynepg@gmail.com





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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Cidades Rebeldes - 3º ano Leitura

Cidades Rebeldes - Slavoj Zizek 

http://lelivros.love/book/baixar-livro-cidades-rebeldes-slavoj-zizek-em-pdf-epub-e-mobi-ou-ler-online/ 


Descrição do livro

Na esteira dos recentes protestos que abalaram o país, a Boitempo lança Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. Trata-se do primeiro livro impresso inspirado nos megaprotestos que ficaram conhecidos como as Jornadas de Junho [2013], além de ser o principal esforço intelectual até o momento de analisar as causas e consequências desse acontecimento marcante para a democracia brasileira. Escrito e editado no calor da hora, em junho e julho, Cidades rebeldes é um livro de intervenção, que traz perspectivas variadas sobre as manifestações, a questão urbana, a democracia e a mídia, entre outros temas.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Atividade de Resgate do Livro 1889 – Laurentino Gomes - 2º anos


Atividade de Resgate do Livro 1889 – Laurentino Gomes  - 2º anos
Nome: ______________________________________nº _________ Turma: ____ Data: __/__
Professora: ______________________ Disciplina: _____________

1)      Breve descrição sobre o autor Laurentino Gomes:
2)      Na capa do livro, a frase: “como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da monarquia e a Proclamação da República no Brasil”. Descreva o papel de cada um desses personagens reais na história da brasileira:
3)      Como o autor descreve o reinado de D.Pedro II?
4)      O que favoreceu no Segundo Reinado o amadurecimento dos ideais republicanos que acabariam por derrubar a monarquia brasileira?
5)      Por que a Princesa Isabel, que seria sucessora de D. Pedro, sofria forte rejeição por parte da população?
6)      Se o Império já estava deteriorado, os republicanos também sofriam com problemas na liderança. Por que o marechal Deodoro da Fonseca, comandante do Exército no levante militar, relutou um tempo antes de proclamar a República no país?
7)      Qual é a sua opinião sobre essa frase do autor "Por que história se tornou um tema popular nos últimos anos? Existem várias respostas possíveis, mas uma delas é seguramente que os brasileiros estão olhando o passado em busca de explicações para o país de hoje".
8)      Em 1888 com a assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel, que abolia a escravidão no país. Qual foi a posição e defesa dos barões do café do Vale do Paraíba?
9)      Por que o autor descreve que, 15 de novembro foi um golpe militar?
_____________________________________________________________________________
10)   Pesquisa de opinião e autoavaliação:  Turma: ________  Data: ___/___/___
a)       Você acha importante aliar a leitura de um livro com os conteúdos de sala de aula?
(    ) sim   (    ) não       (    ) talvez
b)       Você não lê mais por quê? (mais de uma alternativa)
(   ) poucos livros na biblioteca     (    ) preços elevado dos livros      (    ) não tenho acesso aos livros digitais
(   ) não gosto de ler         (   ) tenho pouco incentivo para leitura        (    ) não sou cobrado a fazer leitura
c)     Você considera importante essa atividade de leitura realizada na disciplina de geografia?
 (    ) sim   (    ) não       (    ) talvez
d)     Você gostaria de ver mais desta prática (Literatura e Geografia) em outros anos no colégio?
(    ) sim   (    ) não       (    ) talvez

terça-feira, 3 de abril de 2018

Atividade Filme 2º ano Ensino Medio

M O D E L O



Atividade de Resgate do filme Xingu
Professora Karyne Ap. M. Rodrigues – Geografia – 2018.
Aluno: __________________________________nº ____ Turma: ________ Data: __/__

O filme “Xingú”, dirigido por Cao Hamburger, tem como objetivo demonstrar o processo de criação do Parque Nacional do Xingú, dando ênfase na história dos irmãos Villas-Boas e no processo de aproximação aos índios, além dos entraves políticos e sociais do mesmo.
            Durante o Estado Novo, Getúlio Vargas visando propiciar a integração nacional, deu início a chamada Marcha para Oeste. De acordo com o filme, tal Marcha tinha como objetivo penetrar o Brasil central, até então desconhecido, com a finalidade de abrir campos de pousos, fazer reconhecimento do ambiente e tomar posse da região. De acordo com a autora Vânia Moreira, “a Marcha para Oeste pode ser definida como uma política de colonização do meio-oeste, então considerado um dos ‘vazios demográficos’ do território nacional.”[1] Ainda segundo a autora, os objetivos da Marcha para Oeste eram claros:

combater a formação de latifúndios nas fronteiras agrícolas, ampliar e integração física e econômica da nação e transformar as condições de vida e de trabalho da população pobre do campo, tornando-os pequenos produtores e proprietários rurais com capacidade de consumo de bens industriais.[2]

                Durante a Marcha, os seus integrantes, vulgos “peões”, encontraram várias tribos indígenas no território que, para o governo, deveria estar desocupado. Podemos perceber no filme, como essa relação entre os indígenas e os peões, a princípio, foi conflituosa. Para os índios, os brancos eram invasores de seus territórios, enquanto para os brancos, os índios eram selvagens. Com o tempo, foi ocorrendo a aproximação entre ambos os grupos, muito devido aos irmãos Villas-Boas. O contato inicial com as tribos, na maioria das vezes era feita via entrega de presentes, miçangas e utensílios, onde os integrantes da expedição demonstravam suas boas intenções na aproximação aos indígenas. Algumas tribos tinham maior abertura para o contato, visto que muitas já haviam sido contactadas anteriormente, enquanto outras tinham maior dificuldade nesse processo de início de relação. Essas últimas, vistas como tribos hostis e violentas, em sua maioria já haviam tido contatos ruins com os brancos no passado. Garfield Seth nos diz que, no caso dos Xavantes, eles “tinham dolorosas recordações da dominação branca.”[3] O contato com os Xavantes foi o mais complicado, dependendo da ajuda de outras tribos indígenas para ser efetivado, e com saldo de uma equipe do SPI morta.
            O Estado Novo via no indígena a gênese do brasileiro e da nação. Nesse período há a exaltação dos índios, colocados em pedestais pelo regime. Havia todo um discurso de nacionalização dos índios[4], de proteção aos indígenas por meio de tutela do Estado, de modo a organizá-los e civilizá-los. Souza Lima nos diz que

Pela Lei nº 5484/1928, primeira a regular a situação jurídica dos nativos sob o regime republicano, a tutela seria do Estado nacional brasileiro sobre os povos indígenas [...] (grifos no original)[5]

Os índios, além disso tudo, eram vistos como protetores das fronteiras, demarcadores do território nacional. Havia toda uma propaganda por parte do DIP, demonstrando o caráter nacional do indígena e valorizando-o como ser integrante da nação. Garfield Seth nos diz que

Um cinegrafista do DIP acompanhou Vargas [em sua visita a aldeia dos índios Karajá], filmando imagens que o regime autoritário nacionalista procurou tornar relíquias: índios vigorosos, emblemáticos da força inata dos nativos brasileiros; o “tradicionalismo” das comunidades indígenas; a camaradagem entre índios e brancos; a bonomia do presidente, epítome do homem cordial brasileiro; o longo braço do Estado estendendo-se ao sertão para dar lhe assistência.[6]

Vários fatores fizeram com que os indígenas entrassem em cena na política nacional: o esforço do Estado Novo para consolidação do poder e redefinição do território nacional, as preocupações das elites quando as origens da nação, além da composição social da época[7], fazendo com que o Estado Novo buscasse nos índios a identidade e a essência nacional.
Um ponto importante no filme, é a demonstração das diferentes tribos indígenas, com costumes, culturas, crenças e valores distintos. Os irmãos Villas-Boas lutavam pela preservação dos mesmos. Porém, era tendência do Estado, tanto que os propagandistas do Estado Novo não faziam distinções entre as diversas tribos, e, até hoje, há a generalização de todas essas tribos quanto uma única classe de índios. Gersem Baniwa, diz que a diversidade é tamanha que há diferença até entre tribos do mesmo gênero, por exemplo, a Guarani, que existe em três países diferentes.[8]

O SPI foi criado com a função de proteger os indígenas e propiciar o contato e a civilização dos mesmos, transformando-os em trabalhadores nacionais[9], tanto que seu nome original era Serviço de Proteção aos Índios e Localização de Trabalhadores Nacionais.[10] Souza Lima critica o seu modo operandi dizendo que o SPI ao invés de proteger, explorou os indígenas, e foi alvo de bastante corrupção, tendo que ter suas atividades encerradas em 1967, sendo substituído pela FUNAI.

O território indígena sempre foi alvo de cobiça. Com a Marcha para o Oeste, boa parte dos ruralistas tentavam tomar as terras dos índios para transformá-las em latifúndio. Há uma passagem no filme em que uma tribo é massacrada com esse intuito. O filme demonstra bem o problema político gerado ao não considerar os índios como cidadãos, pois governadores davam a concessão de terras indígenas para proprietários rurais e latifundiários como se as mesmas não fossem ocupadas. José de Souza Martins nos diz que Vargas não quis ou não pode enfrentar os grandes proprietários de terras, criando em seu governo a política de não-contrariamento aos proprietários rurais[11], política essa que vigora até hoje em dia nos governos federais.

Nesse contexto surge a luta pela criação de um território onde os indígenas pudessem viver em paz, sem sofrer ameaças por parte dos homens brancos. Outro fator que fez emergir essa necessidade foi a criação de Brasília por Juscelino, e seu plano de Metas no qual pretendia cortar o país com estradas.[12] Depois de muita luta por parte dos irmãos Villas-Boas, foi criado o Parque Nacional do Xingú, local onde várias tribos indígenas poderiam conviver sem se preocupar.

                O parque sofreu resistência, de acordo com o filme, de ruralistas, políticos, e de alguns índios, que não queriam sair de seus territórios, onde seus ancestrais viveram, e ir para o Xingú. Há um momento crítico no filme, quando da criação da Transamazônica, estrada que passaria dentro de uma tribo indígena não-contactada, o que fez com que vários embates políticos fossem travados sobre a questão.

O Parque do Xingú sofre hoje em dia com a pressão da bancada ruralista e dos latifundiários que desejam a abertura de suas terras para o plantio e o sufocam invadindo suas fronteiras.

ESTE TEXTO FOI RETIRADO E MODIFICADO DO SITE  CRITICAS DE FILMES. APENAS UTILIZAR COMO EXEMPLO QUANDO PRODUZIR O SEU PRÓPRIO RELATÓRIO.